A edição de fim de semana do JORNAL DE HOJE traz o anúncio da possível formação de uma poderosa aliança política, reunindo a prefeita MICARLA DE SOUZA e os deputados ROBINSON FARIAS, ROGÉRIO MARINHO e JOÃO MAIA.
Sem falar em mim – para quem muitos olham como um finado – estão fora da aliança, pelo menos, a Governadora WILMA, os Senadores GARIBALDI FILHO, JOSÉ AGRIPINO e ROSALBA CIARLINI, os deputados federais SANDRA ROSADO, FELIPE MAIA e BETINHO ROSADO.
Embora a notícia do JORNAL DE HOJE procure demonstrar a inteira compatibilidade nos projetos políticos daqueles importantes líderes do Estado, deixa de considerar algumas dificuldades que, mesmo tendo solução, embaraçam a conclusão do projeto sem arranhões.
Um dos problemas é a questão nacional: quem é o candidato dos quatro? A prefeita MICARLA é, sem dúvida, quem tem maior liberdade de decisão nessa matéria – ela pode aprofundar ligações com o Palácio do Planalto em face de interesses legítimos de sua administração ou vir a apoiar o candidato presidencial do PSDB, hipótese que tem bastante peso no seu partido.
Com os outros, é um pouco mais complicado. No momento, todos três integram a base de apoio ao Presidente Lula, embora o deputado Rogério Marinho tenha de mudar de posição para ingressar no PSDB e assumir ali uma posição de comando. Isso coloca o deputado Rogério Marinho, ao lado da prefeita, numa confortável posição para optar por um candidato presidencial. Com uma diferença: a prefeita pode optar um pouco mais adiante. Rogério é obrigado irremediavelmente a optar agora, se realmente decidir filiar-se ao PSDB.
No caso dos deputados João Maia e Robinson Farias é diferente. Contando com o mandato do deputado Fábio Farias, são três mandatos em jogo dentro de partidos que hoje apóiam o governo do presidente Lula e que manifestamente tendem a manter a sua posição alinhada com o projeto presidencial de sucessão.
Mas, não são problemas insolúveis. Caso resolvam sair, ou precisem sair da base de sustentação do governo federal, Robinson, Fábio e João Maia têm bastante força política dentro dos partidos que estão sob seu comando no Rio Grande do Norte e poderão negociar a liberação das suas posições com os dirigentes nacionais dessas agremiações.
Também é preciso ver qual será a reação dos outros: a aliança anunciada pelo JORNAL DE HOJE estaria nascendo totalmente dentro do sistema comandado pela governadora do Estado (com a óbvia exceção do deputado Rogério Marinho). Isso retira dela o comando da sua própria sucessão, jogando no seu colo um senhor problema político para resolver.
Ainda restará saber como o comando de cada um dos dois pólos políticos em que deverá estruturar-se a sucessão presidencial vai querer formatar as suas próprias alianças no Rio Grande do Norte.
É esperar.

Escrito por A Voz da Net às 11h14


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